Adenomiose e ruptura uterina espontânea no segundo trimestre de gestação: relato de caso
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Introdução:
Adenomiose é uma condição ginecológica comum; Entretanto, casos de ruptura uterina que levam a complicações fatais são raros, particularmente em pacientes primíparas sem histórico de cirurgia uterina.
Relato de caso:
Relatamos o caso de uma paciente de 27 anos, Gravida 1, Para 0, que estava no segundo trimestre de gestação e apresentava história de adenomiose (diagnóstico ultrassonográfico) e endometriose (histórico de laparoscopia). Foi admitida no pronto-socorro por dor abdominal, sem outros sintomas associados, com monitorização fetal normal. Logo após a admissão, ela apresentou deterioração hemodinâmica e desenvolveu sinais de irritação peritoneal, o que exigiu uma laparotomia urgente. Durante o procedimento, descobrimos um feto na cavidade abdominal e hemoperitônio. Feto com esforço respiratório e pulso no cordão umbilical pesando 789 gramas, necessitando de reanimação cardiopulmonar, com posterior óbito.
Conclusão:
Esse tipo de paciente deve ser orientado sobre o risco raro, mas possível, de ruptura uterina, complicações maternas e perinatais subsequentes, como aborto espontâneo, pré-eclâmpsia, feto pequeno para a idade gestacional, parto prematuro e cesárea. Além disso, elas devem ser informadas sobre sinais claros de alerta ao ir ao centro de saúde mais próximo com serviço de obstetrícia. Os sinais mais frequentes associados à ruptura uterina incluem: início súbito de dor abdominal intensa associada a choque hipovolêmico, hipersensibilidade uterina e desaceleração da frequência cardíaca fetal.
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