Descidas simétricas: Mecanismos de auto-anulação e desconfirmação em busca da preservação relacional
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A pragmática da comunicação humana identificou padrões disfuncionais de interação, como a escalada simétrica, caracterizada por um aumento da hostilidade em uma tentativa recíproca e competitiva de superar o outro na conversa. Este artigo propõe um novo conceito: os descensos simétricos. Esse padrão se distingue pela evitação sistemática do conflito, pela desconexão afetiva crescente e pela diminuição da vitalidade relacional, levando à supressão mútua das individualidades com o objetivo de preservar a relação. Enquanto na escalada ambos os membros buscam se posicionar hierarquicamente acima do outro por meio de desqualificações, gerando um clima emocional intenso e negativo, no descenso ambos evitam o confronto, colocando-se em posições inferiores através de trocas desconfirmadoras e autoanulação, em um contexto emocional frio e distante. Eventos de energias opostas às descendentes podem interromper o padrão, criando condições para uma mudança sistêmica, seja para a dissolução ou para a reestruturação. Em terapias de casal com descenso simétrico, trabalha-se nas necessidades afetivas de ambos os membros, adaptando-se às suas orientações de apego. No nível relacional, é crucial identificar e comunicar o padrão e construir uma base de segurança para promover uma comunicação aberta, complementar e flexível.
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