Conhecimento do manejo de lesões cervicais pré- cancerosas por profissionais de saúde em uma empresa social estatal de baixa complexidade no departamento de Valle del Cauca, Colômbia.
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Introdução: O câncer do colo do útero, de acordo com estimativas do Observatório Global do Câncer (GLOBOCAN), foi a terceira principal causa de câncer e a quarta principal causa de mortalidade relacionada ao câncer na Colômbia em 2020. Apesar das múltiplas intervenções de rastreamento e detecção no país, não foram obtidos os resultados esperados em termos de redução dos casos de câncer cervical e aumento do diagnóstico precoce de lesões pré-malignas. Objetivo: Determinar o conhecimento do pessoal de saúde sobre lesões pré-cancerosas do colo do útero, de acordo com as diretrizes colombianas de prática clínica, em uma Empresa Social del Estado de baixa complexidade no departamento de Valle del Cauca, Colômbia. Materiais e métodos: Estudo descritivo de corte transversal com 42 profissionais de saúde, incluindo médicos, enfermeiros profissionais e auxiliares de enfermagem de um hospital de baixa complexidade no departamento de Valle del Cauca, usando uma pesquisa virtual autoadministrada. Foi realizada uma análise univariada das variáveis incluídas com os resultados obtidos e, por meio de tabelas de frequência, gráficos de barras e gráficos de pizza, foi descrito o comportamento das variáveis de análise. Resultados: Quarenta e dois participantes foram incluídos, com idade média de 34 anos; 57% eram auxiliares de enfermagem e enfermeiros profissionais. A média de experiência profissional em anos foi de 9. 54,8% dos participantes haviam recebido treinamento em triagem de câncer de colo do útero. O conhecimento dos fatores de risco foi significativamente associado à ocupação da equipe de saúde. Ao avaliar a triagem e o diagnóstico de lesões cervicais pré-cancerosas, a maioria dos entrevista- dos estava ciente de que a triagem está relacionada à detecção de lesões cervicais pré-cancerosas. Com relação ao tratamento, 79-100% dos profissionais estão cientes das alternativas terapêuticas. Em relação ao comportamento da equipe de saúde em relação aos resultados do rastreamento e à abordagem de gerenciamento subse- quente, os médicos tiveram uma porcentagem maior de acerto geral. Conclusão: O estudo demonstra que havia concepções errôneas e abordagens inadequadas entre os profissionais de saúde pesquisados. É necessário que as entidades de saúde de baixa complexidade desenvolvam e disseminem diretrizes de prevenção do câncer do colo do útero e materiais de educação em saúde para garantir a padronização da qualidade dos serviços prestados pelos profissionais de saúde.
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