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Objetivos: analisar a concordância entre os valores de VO₂máx estimados pelas equações do Colégio Americano de Medicina do Desporto e de Foster e a análise direta dos gases exalados em jovens brasileiros do sexo masculino. O consumo máximo de oxigénio, enquanto indicador de saúde e preditor de mortalidade, pode ser avaliado de diferentes formas. O padrão-ouro consiste na medição direta dos gases exalados, o que implica um custo elevado. Uma forma mais conveniente pode ser a utilização de equações de estimativa. Materiais e métodos: este estudo avaliou o VO2máx de 41 homens jovens brasileiros (21,4 ± 2,2 anos) através de um teste de esforço cardiopulmonar num ergómetro de passadeira com um protocolo de rampa. A análise de Bland e Altman foi realizada para verificar a concordância entre o VO2máx medido e os valores estimados pelas equações da ACSM e de Foster. Resultados: o VO2máx medido foi de 52,3 ± 4,9 ml.kg-1.min-1. A diferença entre o V̇O2max medido e o VO2max estimado pela equação da ACSM (9,40 ± 3,67) foi aproximadamente 7,5 vezes maior do que a diferença entre o VO2max medido e o VO2max estimado pela equação de Foster (1,25 ± 3,46). Os gráficos de Bland-Altman mostram que apenas a equação da ACSM apresentava diferenças estatísticas em relação ao valor medido. Conclusões: a equação da ACSM não se revelou adequada durante o teste de esforço em passadeira em adultos jovens num protocolo de rampa, e a equação de Foster parece ser um estimador mais preciso do VO2max para esta população; além disso, revelou um viés ao longo da capacidade aeróbica, com tendência para sobrestimar e subestimar o VO2max em indivíduos menos e mais preparados, respetivamente.
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