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Este texto integra um estudo mais amplo, vinculado a uma dis- sertação de Mestrado em Educação desenvolvida no PPGEDU/ URI – FW. Tem como temática as infâncias, a natureza infraordi- nária, a escola e suas possíveis educações ambientais menores, e objetiva refletir, a partir de uma revisão bibliográfica, sobre essas relações, propondo a construção de possibilidades de educações ambientais menores mais sensíveis às experiências cotidianas das crianças e às suas formas singulares de se relacionar com a natureza. As crianças possuem uma relação com o mundo que é infraordinária, sendo atraídas pelo que parece trivial aos olhos adultos. Essas interações menores constituem o seu modo de estar no mundo, seu modo de aprender e de se conectar com o ambiente. Para sustentar esses argumentos, começamos o texto problematizando a Educação Ambiental. Na sequência, tratamos da escola nas possíveis educações ambientais menores, as infâncias e o infraordinário. A ideia de infraordinário, inspirada em Georges Perec, caminha na contramão do extraordinário e se direciona para a natureza cotidiana. Embora comuns e frequentemente ignoradas, essas sutilezas cotidianas são fundamentais para a compreensão da vida e da experiência humana. Assim, este estudo propõe re- pensar a educação ambiental nas escolas por meio de experiências sensíveis e cotidianas com as crianças, valorizando pequenos gestos, descobertas do dia a dia e a construção de relações mais integradas e afetivas com a natureza, em contraposição às lógicas hegemônicas e padronizadoras que orientam grande parte das práticas educativas.
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